Ao redor do mundo, cresce a vontade por mais árvores, mas o reflorestamento está sendo feito da forma certa?

Em várias partes do mundo, inclusive no Brasil, projetos de reflorestamento estão sendo vistos como uma espécie de panaceia ambiental. Em muitos deles, basta sair por aí plantando árvores e tudo se resolve em termos de carbono zero, o que passa longe da realidade. Há falsificações tão grosseiras de compensações de emissões que diretores de grandes companhias estão até sendo processados, como mostra o Valor.

Uma reportagem abrangente do New York Times, traduzida pelo Estadão, lança luz sobre esse problema. Um dos exemplos citados pelo jornal é o caso de um projeto da Total Energies, na República do Congo.

A ideia inicial da empresa era plantar árvores em 40 mil hectares, o que sequestraria mais de 10 milhões de toneladas de carbono ao longo de 20 anos. Mas logo os cientistas se pronunciaram. Plantar árvores onde elas não crescem naturalmente – a região do Congo em análise é uma savana – devastaria a biodiversidade local e ameaçaria os recursos hídricos da região. Por enquanto, a empresa desistiu de causar danos com seu projeto que, em teoria, foi feito para fazer o bem.


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