As 500 licenças para garimpo emitidas pela prefeitura de Itaituba

Prefeito da cidade que idolatra o garimpo afirma nunca ter fiscalizado a atividade mineradora no município

A cidade de Itaituba (PA) virou alvo de uma operação da PF na semana passada. A ação terminou com a destruição de máquinas e infraestrutura usada pelos garimpeiros ilegais que  destruíram a floresta tentando extrair ouro. Nos bastidores, o prefeito da cidade voou para Brasília para tentar barrar a continuidade da destruição de retroescavadeiras e outros equipamentos. À imprensa, ele tenta salvar a pele.

Em entrevista ao jornal O Globo, o ex-garimpeiro admitiu que nunca fiscalizou as 500 licenças emitidas pela prefeitura para pesquisa minerária na região porque isso é de responsabilidade do governo federal. Mas disse que, a partir de agora, tudo será diferente. Ele ainda falou que, até 2024, não terá nenhum garimpo no município jogando “água chechelenta” nos igarapés. Este processo foi o responsável por poluir as águas do balneário de Alter do Chão no início do ano.

Valmir Climaco (MDB) é o retrato típico do atual momento da Amazônia. Desde a chegada de Bolsonaro ao poder, atividades ilegais e o pouco caso com a questão ambiental começaram a andar juntas. Por causa da vista grossa das várias esferas do poder público, os crimes ambientais ganharam volume, estão impactando a imagem do Brasil no exterior e aumentando a pressão para que ações de fiscalização da PF sejam repetidas. Para o público, os prefeitos da região do arco do desmatamento continuam afirmando serem contra a destruição florestal.


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