Ribeirinhos cientistas

Com participação ativa de moradores locais, pesquisadores da UFPA e do INPA descrevem uma nova espécie de tartaruga

Uma nova espécie de tartaruga, a de número 33, foi descrita por cientistas da Universidade Federal do Pará (UFPA) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). A descoberta da Mesoclemmys jurutiensis, como indica a própria homenagem já feita no nome dado ao novo grupo de tartarugas amazônicas, ocorreu em Juruti, município paraense.

Como descreve Fabio Andrew Cunha, biólogo e um dos autores da descrição, a comunidade tradicional teve um peso importante na pesquisa. Eles ajudaram os cientistas a encontrar vários exemplares do grupo, o que acabou sendo importante para dar mais robustez ao estudo. “Eu, particularmente, penso que as comunidades tradicionais são imprescindíveis no processo de descobertas e conservação na natureza”, disse o pesquisador ao O Eco.

Os estudos morfológicos e genéticos deixaram claro que se tratava de uma espécie ainda desconhecida. O maior exemplar encontrado do novo grupo, uma fêmea adulta, tem 22,8 centímetros. Além disso, ela possui carapaça (região superior do casco) em tonalidades avermelhadas e o plastrão (região inferior do casco) de coloração amarelo-queimado. Outra característica peculiar é a cabeça triangular com grandes olhos próximos às narinas. O pesquisador encontrou a nova espécie em poças de água de chuva durante um trabalho de campo.


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