Nós do financiamento

Apesar do documento final da COP ter sido frouxo acerca da transferência de recursos dos países ricos para os pobres, novos acordos podem criar fluxos de dinheiro

Se as discussões oficiais em Glasgow não destravaram o financiamento climático entre os países pobres e ricos, alguns acordos paralelos poderão ajudar a criar um fluxo de capitais para a economia verde. É o que avaliam especialistas no tema ouvidos pelo Valor. O jornal publicou um caderno especial sobre a COP26 nesta quarta (24).

A lista de exemplos é significativa. Em Glasgow, por exemplo, foram criados um fundo de US$ 1,7 bilhão para povos indígenas e um instrumento financeiro de US$ 12 bilhões em recursos públicos e US$ 7,2 bilhões em recursos privados até 2025 para assegurar a manutenção de florestas.

Outro compromisso anunciado na COP26 foi o Glasgow Financial Alliance for Net Zero (GFANZ), que reúne 450 instituições, incluindo bancos, seguradoras e gestoras, que somados representam US$ 130 trilhões em ativos. Os participantes prometeram descarbonizar suas carteiras e zerar as emissões líquidas de gases de efeito-estufa até 2050. Na avaliação de José Purgas, da gestora JGP, essa aliança significa que metade dos ativos financeiros globais passam a se vincular a algum tipo de compromisso climático.

O caderno especial do Valor sobre a COP26 aborda outras questões importantes sobre o processo de negociação climática, como mercados de carbono e ambição, além da interação entre clima e outros tópicos como o comércio internacional. O jornal também destacou os reflexos de Glasgow no mercado financeiro, nas análises de risco dos bancos e nos balanços contábeis das empresas.


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