“Green New Deal” para o Brasil

Frente às políticas antiambientais do governo Bolsonaro, sociedade brasileira articula iniciativas próprias que, agora, precisam de um candidato

A COP26, em Glasgow, também serviu para que ONGs e cientistas brasileiros apresentassem estudos e articulassem, de forma mais próxima, agendas de desenvolvimento para o país e para a Amazônia. Tanto questões econômicas quanto socioambientais constam das iniciativas, conforme relata O Globo.

De acordo com o economista Carlos Eduardo Young, da UFRJ, um plano absolutamente factível seria conseguir gerar 800 mil empregos até 2030, em um cenário de investimento de 7% do PIB para a retomada econômica. Tudo isso seria viável dentro de um programa que focasse na preservação de florestas e no corte de emissões de gases de efeito estufa. O chamado Green New Deal Brasil detalha de onde o investimento pode sair e também apresenta uma lista de 30 medidas e planos de estímulo nos quais os recursos poderiam ser aplicados.

Em um trilho paralelo, também veio à tona, em Glasgow, a iniciativa Clima e Desenvolvimento: Visões para o Brasil 2030, liderada pelo Instituto Clima e Sociedade, pelo Centro Clima da UFRJ e pelo Instituto Talanoa. Para o professor Emílio La Rovere, um dos autores do trabalho, é consenso entre os estudiosos do tema que o ambiente deve ser um norte para a política econômica do país.

Já o projeto “Uma Concertação para a Amazônia”, uma coalizão que envolve empresas, ONGs e gestores públicos, detalha ações por tipo de ambiente do bioma Amazônia: cidades, florestas preservadas, áreas consolidadas do agronegócio e áreas de fronteira do desmatamento.

Ainda de acordo com O Globo, os envolvidos nas iniciativas também articulam para que todos os planos mencionados integrem a plataforma política de candidatos, sejam eles de esquerda ou da chamada terceira via. Isso ocorre devido ao fato de o atual governo não ter permitido uma abertura para o diálogo com as organizações não-governamentais. Ao contrário, o governo Bolsonaro buscou sistematicamente desacreditar o trabalho das ONGs, não apenas as ambientalistas.


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