A Amazônia brasileira está minada

Ao contrário do que havia prometido, Vale volta a protocolar pedido para pesquisar em áreas que afetam terras indígenas

A Vale S.A, em outubro, voltou a protocolar na Agência Nacional de Mineração (ANM) pedidos de pesquisa mineral em áreas que afetam territórios indígenas na Amazônia, revela o InfoamAzonia. Os processos deram entrada um mês após a empresa ter anunciado que devolveria todos os requerimentos de pesquisa e lavra que interferem em terras indígenas.

Os pedidos, agora, devem ter os projetos enquadrados de forma automática em zona de intervenção. O que resultará na necessidade de aprovação do licenciamento ambiental das atividades pelo IBAMA. Para que isto ocorra, entretanto, os povos afetados devem ser consultados.

Os novos requerimentos da Vale foram identificados pelo robô do projeto Amazônia Minada, que monitora requerimentos de mineração nas terras indígenas amazônicas e emite alertas para novos pedidos em áreas sobrepostas ou contíguas aos territórios.

A metodologia do Minada considera requerimento em terra indígena todos os pedidos que toquem em qualquer parte dos limites da TI, como é o caso dos dois novos pedidos da Vale.


Este conteúdo pode ser republicado livremente em versão online ou impressa. Por favor, mencione a origem do material. Alertamos, no entanto, que muitas das matérias por nós comentadas têm republicação restrita.

Aqui você encontra notícias e informações sobre estudos e pesquisas relacionados à questão do desmatamento. O conteúdo é produzido pela equipe do Instituto ClimaInfo especialmente para o PlenaMata.

Se você gostou dessa nota, clique aqui e assine a Newsletter PlenaMata para receber o boletim completo diário em seu e-mail.