Dados oficiais compilados pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), indicam que apenas 22% dos recursos disponíveis nas contas do IBAMA e do ICMBio para ações contra o desmatamento e as queimadas foram usados

Os órgãos federais responsáveis pela gestão ambiental do país, como o IBAMA e o ICMBio, usaram até setembro apenas 22% das verbas destinadas a eles, publicou o Estadão.

Dentro dos R$ 384,9 milhões destinados especificamente ao combate às queimadas e ao desmatamento estão os recursos do orçamento federal anual, pedidos de créditos extraordinários e emendas parlamentares. Além dos R$ 83,5 milhões já utilizados, outros R$ 187,5 milhões chegaram a ser reservados para pagamentos futuros, segundo aponta o levantamento feito pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), com base em dados oficiais.

A falta de pessoal especializado, por causa do sucateamento do quadro profissional, além da nomeação de pessoal militar sem conhecimento técnico do setor, ajudam a explicar o dinheiro parado nas contas federais. Este ano, o IBAMA também ficou paralisado por quase três meses, com o afastamento da cúpula do órgão, alvo de investigações da PF sobre possíveis esquemas de exportação de madeira ilegal.


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