Nova fronteira agrícola, AMACRO vai se consolidando com ajuda do crime organizado

Ações da PF em área crítica da Amazônia desmantelam operações de grilagem

Enquanto os preparativos para a Conferência do Clima na Escócia aumentam, o cenário no mundo real reforça a necessidade de mais ação por parte dos governos. Exemplo disso são as duas grandes operações da Polícia Federal realizadas na região que ganhou a nomenclatura de AMACRO, união das siglas de Amazonas, Acre e Rondônia.

A região, conforme relata O Eco, ao mesmo tempo que sofre com o roubo de terras públicas pode tornar-se uma zona de desenvolvimento do agronegócio. Para isso, ela vem sendo preparada para receber o boi e a soja, por meio do desmatamento e da invasão de terras públicas, incluindo unidades de conservação e terras indígenas. Além das queimadas e da extração, quase toda ilegal, de madeira.

Uma das operações da PF, na quinta-feira (7/10), descobriu a existência de uma organização criminosa formada por empresários e um ex-parlamentar do Acre, dono de grandes fazendas, para grilar terras da União no município amazonense de Boca do Acre. Dois dias antes, a operação Novo Mundo havia desarticulado outra quadrilha de grileiros. O grupo se apropriava de terras públicas para depois revendê-las, prática comum na região.


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