A saída pela biodiversidade

Bernardo Strassburg coloca o Brasil no centro da COP15, a cúpula global da ONU sobre biodiversidade deste ano

O Brasil é o país que mais uma vez estará no centro das discussões da COP15 sobre biodiversidade, que este ano por causa da pandemia será dividida em duas partes. A primeira, virtual, acontece agora, de 11 a 15 de outubro. A segunda, que deve contar com a participação dos chefes de governo, está agendada para os dias 25 de abril e 8 de maio de 2022, na China.

Por ter a maior riqueza de espécies, mas ao mesmo tempo por causa da destruição da Amazônia, é inevitável que a situação do Brasil entre na pauta, afirma o professor da Professor da PUC-Rio e diretor-executivo do Instituto Internacional para a Sustentabilidade, Bernardo Strassburg, em editorial que escreveu para a revista Science e em entrevista ao jornal O Globo.

Para o professor, apesar do quadro negativo, é positivo o fato de haver um movimento de investidores no Brasil exigindo maior compromisso com as questões ambientais, principalmente a partir de metodologias robustas, que possam ser verificáveis por todos.

De acordo com o especialista, o Brasil, por ser o país do mundo com mais áreas para restaurar – 50 milhões de hectares com altíssima prioridade – terá muitos benefícios se conseguir avançar nesse setor. Além disso, é fundamental parar com a destruição da Amazônia e do Cerrado e restaurar, de forma contundente a Mata Atlântica, avalia o acadêmico.


Este conteúdo pode ser republicado livremente em versão online ou impressa. Por favor, mencione a origem do material. Alertamos, no entanto, que muitas das matérias por nós comentadas têm republicação restrita.

Aqui você encontra notícias e informações sobre estudos e pesquisas relacionados à questão do desmatamento. O conteúdo é produzido pela equipe do Instituto ClimaInfo especialmente para o PlenaMata.

Se você gostou dessa nota, clique aqui e assine a Newsletter PlenaMata para receber o boletim completo diário em seu e-mail.