Brasil lidera destruição da Amazônia neste ano, seguido de longe por Peru e Colômbia

País foi responsável por 79% do total do desmatamento da Amazônia, seguido pelo Peru (com 7%) e pela Colômbia (com 6%)

O Brasil, mais uma vez, é alçado à posição de líder na destruição da floresta amazônica. Um recente relatório do Projeto de Monitoramento da Amazônia Andina (MAAP) mostra que mais de 860 mil hectares foram perdidos na Amazônia neste ano. A maior parte da perda se concentrou no Brasil, responsável por 79% do total, seguido pelo Peru, com 7%, e pela Colômbia, com 6%. O MAAP localizou as áreas de perda de cobertura de floresta de alta densidade, do início deste ano até o dia 18 de setembro, usando análises de alertas de perda de floresta primária (GLAD+) produzidas pela Universidade de Maryland.

A visão aérea do desmatamento confirma um padrão bem conhecido: ele se concentra no entorno das estradas. Quase 95% da destruição da Amazônia acontece a até 5,5 quilômetros dos eixos das estradas, e 90% dos incêndios são registrados a até 4 km de estradas ilegais construídas na floresta. Vale lembrar que o “arco do desmatamento” foi consequência de grandes estradas construídas para a expansão das fronteiras agrícolas em Mato Grosso, Rondônia e Pará, que estão entre os estados que mais perdem áreas de floresta amazônica.

Este ano, os alertas de desmatamento mostram que as florestas perderam massa ao redor das rodovias BR-163, BR-230, BR-319 e BR-364, principalmente. No Parque Nacional dos Campos Amazônicos, que fica próximo à Transamazônica (BR-230), mais de 3,5 mil alertas de desmatamento foram confirmados na floresta tropical primária, desde janeiro até o começo de setembro deste ano. É um aumento de 37% em relação à média anual desde 2017.

Muitas das áreas desmatadas este ano também foram incendiadas, de acordo com o MAAP.

O Mongabay traz mais informações sobre o desmatamento no Brasil e em outros países.


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