Em certas áreas da Amazônia, evidências de que danos irreversíveis ocorreram nos últimos anos estão bem presentes. Trabalho investigativo da Reuters foca o quão perto a floresta tropical está perto de uma mudança sem volta

A capacidade da floresta amazônica de sustentar a si mesma é a grande discussão em uma narrativa especial publicada pela Reuters. Até que medida, a região está perto de um ponto de não retorno?

Para entender o que se passa em áreas específicas da Amazônia, personagens que vivem há décadas na região dão o seu ponto de vista. Uma família que vive desde os anos 1970, por exemplo, em Ouro Preto do Oeste (RO), não tem dúvidas de que a seca é muito mais grave agora do que lá atrás.

Citando os dados do climatologista Carlos Nobre, a investigação especial discute se o ponto de não retorno da floresta – o que a transformaria em uma área totalmente degradada, pobre do ponto de vista ecossistêmico – estaria entre 20% e 25% de destruição da mata. Para Nobre, hoje, a Amazônia está por volta dos 17%. Essa não é uma tese consensual, mostra a própria reportagem.

Ou como disse o ecologista Paulo Brando, do IPAM, à Reuters: sabemos que há um penhasco ali na frente e, mesmo que não saibamos ao certo onde ele está, precisamos desacelerar. Ao invés disso, estamos correndo para ele com os olhos fechados.


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